sábado, 6 de março de 2010

Abertura

Motivado por uma conversa que tive com minha irmã, recém-chegada de sua primeira viagem aos EUA, resolvi criar o PatrulhaBR. Em nosso diálogo, ela manifestou sua revolta com relação à diferença absurda que existe entre os dois “mundos” – sim, pelo visto Brasil ainda é terceiro mundo. A indignação é tão grande que ela cogita a possibilidade de interromper seus estudos e se mudar para lá, para um país onde as coisas funcionam, as leis são respeitadas e todos são iguais sendo famoso ou não, tendo muito dinheiro ou só o suficiente para entrar no país legalmente. E o pior que os argumentos apresentados por minha querida irmã são bastante válidos e consistentes. Como ela repetiu algumas vezes: “é algo a se pensar”. Eu diria mais. Mais do que pensar, o que podemos e devemos fazer? É daí que surgiu a proposta de criar um ponto de convergência, na internet, onde todos os inconformados possam se encontrar, debater, propor meios de fazer com que as coisas aconteçam. Pedirei à minha irmã que faça uma lista com tudo o que ela viu lá fora e que gostaria que fosse da mesma forma aqui. E a essa lista, aos poucos, teremos com a participação de todos os patrulheiros mais um monte de coisas erradas que vemos aqui que gostaríamos de ver transformadas. Não digo que o Brasil deva se tornar espelho dos EUA para dar certo. Mas acredito sim que o que eles têm de bom, e que é bom para o ser humano, deve ser copiado. Vamos combater a sujeira, a falta de educação, o famigerado “jeitinho brasileiro”, a corrupção, a desigualdade, a injustiça, a deselegância, a ignorância, o desrespeito etc. Como? Vamos denunciar, mostrar os problemas, discutir soluções viáveis, acionar a mídia, os representantes políticos – com textos, fotos, vídeos e tudo mais que for possível. Vamos realizar flash mobs, ser for o caso. Exposições em lugares públicos de grande movimentação, gritar pra todo mundo ouvir mesmo. Chega de ficar usando a desculpa de que a nossa história é a responsável pelo nosso panorama atual. A história já está escrita e a gente não pode fazer nada a respeito. Mas o que lerão daqui a cem anos sobre a história do século XXI, isso sim, depende do que nós estamos fazendo. Eu cansei. Cansei de ser passivo nesse jogo. Eu quero entrar pra que todos ganhem. Já parou pra pensar no sentido que existe na cooperação? Desde que participei pela primeira vez de jogos cooperativos que passei a não ver muita graça na competição. Sinto que posso acabar por me machucar, bater de frente com pessoas de quem gosto, ser ofendido, menosprezado, mal-compreendido, mas eu não me importo não. Como diz Elisa Lucinda, no texto lido por Ana Carolina que está abaixo (seguido de música da mineira com Tom Zé), “só de sacanagem”, eu vou ser mais honesto, mais otimista, mais leal aos meus princípios e, principalmente, mais humano. Se no intercurso, minha irmã se mudar “pros States”, paciência! Que ela saiba que vai ter que ficar de correspondente, repassando pra gente tudo que tiver de bom por lá, pra gente copiar aqui (RS). E então? Tem algum patrulheiro disposto aí?